Minha fase de transição, o meu momento de liberdade

Estava meses longe desse espaço que, apesar de ter me proporcionado tantas coisas incríveis, precisei me afastar. Precisei curtir o meu silêncio e aprender que recomeços fazem da nossa vida o que ela é.

Atire a primeira pedra o corredor que nunca passou por aquela fase que não sente vontade de correr ou que o ‘se superar’virou automático. Pois é. Essa fase que, para muitos é algo triste, para mim, significou um período de transição. Olhei para dentro buscando respostas e na tentativa de encontra-las, tentei determinar os meus próximos passos.

Não foi fácil, sinto dizer, porque nenhuma fase que você é tirado da sua zona de conforto é fácil. Você precisa lidar com sentimentos que nunca lidou e também com situações que te colocam à prova. Nunca pensei que essa fase seria mais difícil do que correr as cinco maratonas que tenho no currículo, mas, assim como passei por cima delas, eu disse a mim mesma que passaria por essa fase também.

Mesmo tentando ficar raízes, eu não deixei essa fase permanecer e de cabeça erguida, tentei elencar tudo que a corrida significa para mim, sem parar para observar o mundo ao meu redor que anda tão doente e tão bizarro. Há anos atrás, tínhamos um mundo running e hoje temos outro. Me sinto feliz por saber que eu não me encaixo nesse que temos agora, já os valores se inverteram e para provar ser o melhor, tem gente que apela, mente, rouba, corrompe, se vende e faz inúmeras coisas que não compete a mim julgar, mas cabe a mim não concordar e não compactuar. Cabe a mim não me juntar a essa gangue e continuar fiel aos meus princípios e ideologias.

Quieta, no meu canto, aprendi que sou forte quando quero ser e que recomeçar é comigo mesmo. Afinal, depois de um bom tempo longe das longas distancias, a gente volta a ser iniciante nelas, não é mesmo? E tá tudo bem ser iniciante, como também tá tudo bem não ter vontade de correr maratonas ou provas.

Depois de tanta exigência, de tanta cobrança e de tantos dedos apontados, a minha fase de transição me permite fazer o que eu quero fazer, no momento em que eu quiser fazer e do jeito que eu quiser fazer. Tem coisa mais maravilhosa do que a liberdade? Com o tempo, a velha Kauana volta a existir, mas enquanto não existe, vou curtindo essa fase, dia após dia, buscando a minha melhor versão e, acima de tudo, acreditando nela.

 

 

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