Em frente sempre!

Andei sumida, mais atarefada do que o normal e por consequência, sem tempo e nem cabeça para pensar em jornadas para maratona, metas e objetivos que são necessários para todo corredor. Por conta de forças maiores, o meu ano de 2017 foi completamente diferente dos meus anos anteriores em que correr 42 km era a tarefa principal do ano ou bater um recorde nos 10 km era o que me fazia ficar sem dormir.

É, a gente cresce e as obrigações ficam bem maiores e difíceis para administrar. Em um dia acordamos dispostos a treinar antes de trabalhar, mas no outro…bem, no outro a cama nos parece o melhor lugar do mundo e cedemos, envolvidos pela preguiça e a falta de motivação. E ainda que eu quisesse cumprir todos os meus objetivos no asfalto, eu tinha uma missão muito maior a bater e que deveria ser cumprida naquele ano.

Após anos travando uma batalha com o TCC/PUC/dificuldades, eu tinha nas mãos o poder de concluir o meu TCC e não tinha outro deadline; tinha que ser em 2017, ainda que eu tivesse que ficar sem dormir, sem escrever no meu site, sem correr uma maratona, sem ver os meus amigos, sem sair com a família…

E, se tinha que ser, eu fiz acontecer: com muito custo, escrevi sozinha um livro com mais de 200 páginas, de dia trabalhando em uma agência de publicidade e a noite fazendo algumas matérias pendentes da faculdade. A corrida as 5 da matina foi transferida para as 7 , a musculação muitas vezes foi deixada para o lado e assim, o sonho da 6ª da maratona foi adiado. Doeu quando percebi que não seria o ano que eu conseguiria correr o tanto que eu gostaria. Doeu quando percebi que nem sempre a gente vai ter domínio de tudo e que evoluir requer esforços que possivelmente nos farão ficar bemsentidos.

Cada dia correndo menos do que eu sabia que conseguiria doeu. Cada prova que via meus amigos participando e eu de fora porque tinha que escrever 1 capítulo e diagramar o livro no outro dia, doeu. Foram meses difíceis, de um aprendizado sem fim e de mudanças. O fôlego diminuiu, a força nas pernas também…mas a minha mente ficava cada vez mais forte, já que era massacrada por textos, prazos e a pressão.

O meu afastamento no mundo running e de tudo aquilo que pudesse roubar a minha atenção fez com que eu tirasse a nota 10 com louvor na banca do TCC e construísse um dos melhores projetos que é o “Donas do Asfalto”. O livro nasceu com muito custo, mas é do jeito que eu esperava que fosse: cheio de vida, paixão e amor à corrida, assim como eu sou. Uma apaixonada pelo esporte que me fez o que sou e que a cada dia me faz ficar mais forte.

Então, meus caros, agora posso dizer feliz que o Donas do Asfalto está de volta à ativa, assim como eu, Kauana Araújo, estou no asfalto. Mas, depois de tanta reviravolta e dificuldades que passei, sei que o menor dos meus problemas é deixar de correr uma maratona , afinal, o importante é praticarmos esporte sem pressão, mas com amor, com força de vontade, com determinação e objetivos. É por isso que corria e é por isso que sempre correrei. Vamos em frente?

PS: Em breve (e eu espero que muito em breve) vai ter Donas do Asfalto para vendas sim! 😉

(be)

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