Amor ao esporte, a evolução e nada mais

Mesmo com a internet no auge e o Instagram provando para o mundo que é possível sim você estar nas redes sociais 24 horas por dia (junto com Twitter, Facebook e etc), há uns 5 anos atrás, eu preferia falar cara a cara com os melhores nomes de corredores desse Brasil. Conversei com os mais velozes, os lotados de medalhas, os que já se esqueceram da quantidade que tem, os que corriam descalços, os que corriam com camiseta de algodão…Virei amiga, tentando absorver tudo para que finalmente, me tornasse uma corredora melhor.

Melhor pra quem você pensaria e eu logo digo: para mim mesma. Porque ao saber o quanto já fizeram lá atrás – em tempos de lutas, tempos que a corrida não era moda e ainda assim eles calçavam seus tênis e iam à luta acompanhados de mulheres – eu engulo meu ego, coloco-me no lugar de expectadora, de aprendiz e vejo o quanto preciso aprender. Aprender a entender o esporte, integrando-o ao meu dia-a-dia em prol de uma evolução.

Não falo de pace, de ritmo, de como correr uma maratona sub 3 horas ou como correr constantemente até os meus 80 anos. O que eu estou falando é de amor ao esporte, do modo genuíno, profundo, sem a necessidade de aparecer, sem a necessidade de ter um status por trás e ser simplesmente: corredor. Afinal, é isso que deveria levar em conta quando você correr e deveria ser o único status que as pessoas deveriam se preocupar.

Aprendi na marra (e com meus professores) o quanto a corrida precisa ser levada a sério, com respeito e admiração. Longe de menosprezar os outros esportes, a corrida pode ser uma fonte de terapia como também tornar-se o oposto, prejudicando a nossa saúde mental ao invés de protegê-la ou auxilia-la.

Aprendi na marra (e com meus professores) o quanto eu deveria respeitar o meu próprio corpo e a entendê-lo, deixando de comparar com o corpo da minha amiga e tentando tirar benefícios com o que eu construí.

Aprendi na marra (e com meus professores) que moda passam, império dos status também, mas o amor permanece, assim como tudo que é verdadeiro permanece. Não basta você mostrar para o mundo o quão a corrida é única: você precisa senti-la, acreditando no que você emite, deixando apenas de ser alguém que reproduz, para ser alguém real.

Hoje em dia as redes sociais mascaram 90% dos corredores que nela estão e talvez nem seja a culpa deles mesmo. Afinal: quem é que teve a sorte de conhecer alguém que já fez muito por essas pistas e poder aprender com quem sabe e não quem quer aparecer?

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