O bom e velho atletismo da Jamaica

Mais uma vez, ele entrou na briga dos 100 m em um Campeonato Mundial de Atletismo para se consagrar campeão. Mostrou que é ainda o homem mais rápido do mundo e também o mais carismático do mundo, já que o público não parava de vibrar por ele. Acostumado, Bolt era o simpático de sempre.

No Ninho de Pássaro, em Pequim, o jamaicano venceu Justin Gatlin ao cravar 9s79, deixando o americano com a prata. Implacável e seguro de si, Bolt provou novamente que polêmicas são vencidas dentro da pista – e não fora dela. Mais um título pra conta, mais uma medalha para a Jamaica.

Tão implacável quanto Usain Bolt foi sua compatriota Shelly-Ann Fraser-Pryce. Favorita da prova e personalidade singular apelidada de “Bolt de saias” pela mídia que entrou na competição para vencer. E venceu, sem fazer muita força.

Dúvida não mais existe quanto a eficiência e boa performance dos jamaicanos, principalmente se tratando de Shelly. De cabelos e unhas verdes, ela desviou a atenção para seu estilo e apresentou o bom e velho atletismo, daqueles que se tem gosto em assistir. Shelly faturou mais uma medalha de ouro e se tornou tricampeã nos 100m, ao cravar 10s76. A prata ficou com Dafne Schippers, com 10s81 e em terceiro, Tori Bowie, com 10s86.

Mesmo em um momento delicado da modalidade, cercado de polêmicas envolvendo doping e omissões, a Jamaica mostra que não tem medo de ser vista e que esporte limpo é mesmo o que sabe mostrar.