Suor, superação e solidariedade

O convite para fazer parte do time de jornalistas que iria até Brasília participar da Wings For Life World Run surgiu logo quando eu entrei para a Runner’s World Brasil. Aliás, aconteceu no mesmo dia que comecei a atuar na redação. Pega de surpresa, fiquei um bom tempo tentando assimilar em como seria a minha ida à capital do Brasil, no quanto iria mudar a minha vida como corredora e de jornalista. Sabia que seria um aprendizado, mas não fazia ideia do quanto eu iria colocar na minha bagagem.

Saltei do avião no dia 02 de maio apreensiva já que a cidade de Brasília era uma terra desconhecida por mim. Só ligava capital à momentos políticos – e para falar a verdade, me imaginar correndo por lá nunca passou pela minha cabeça.

Porém, o destino sempre dá o ar das graças e nos surpreende e assim, me aprontou uma viagem com a Red Bull Brasil para cobrir nada menos que a Wings For Life World Run, prova que nesse ano chegou à sua 2ª edição.
Sem linhas de chegada, a Wings nos propõe um desafio e faz com que paremos para pensar sobre limites, solidariedade e superação. Até onde você consegue correr sem um pórtico de limitação? Até onde você consegue levar o seu lado solidário?

Foto: Sarah Rocha, eu e Grazi Sirtoli, assessora da Red Bull Brasil.

Não se tratava em calcular paces ou entrar com estratégias: nessa prova, o que vale mesmo é se superar pensando nas pessoas que gostariam de estar correndo. Para os que não sabem, vale a pena compartilhar a informação: toda a verba arrecadada nas inscrições são repassadas para as pesquisas em prol da cura da lesão na medula espinhal. (*essa edição arrecadou 4,2 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 14 milhões de reais.)

Ocorrendo em 35 países simultaneamente no mesmo dia e horário, a Wings integra o esporte com a solidariedade. Desde o momento que alinhamos para largar até o momento que o catcher car me pegou, senti uma energia diferente e vi pessoas vibrando de uma forma ímpar. Independente da distância que faríamos, o que estava valendo era correr por outros, dar o nosso sangue para descobrir o quanto poderíamos fazer por nós – e por eles.

Por ter corrido no sábado pré-prova (cumprindo treino de planilha para os 42km do Rio), domingo eu consegui correr 19, 6km antes do carro me pegar e fiquei surpreendida. Não larguei bem, mas fiz de tudo para honrar aquele convite e aquele momento que para mim foi único.

Foto: Pré prova!

Foto: Pré prova!

Sou do tipo de pessoa que faz de tudo para cumprir missões com louvor – e encarei a Wings dessa forma. Bati na mão do Vanderlei Cordeiro, corri ao lado de cadeirantes, fiz amizades com pessoas incríveis e comprovei que a corrida de rua é muito mais do que mostrar o Garmin no pós prova; mais vale um sorriso largo, um cumprimento de mão com alguém desconhecido – e um sentimento bom dentro do peito.

A Wings foi um presente para o meu 2015 e eu farei de tudo para estar lá em 2016 que acontecerá no dia 08 de maio. Abaixo, segue algumas fotos da competição e o meu certificado de participação. Obrigada RW Brasil pela oportunidade, Red Bull e toda a assessoria.

 

 

Certificado da Wings For Life World Run 2015