Com os pés no chão

Logo que comecei a correr, me preocupei com que tênis usar. Ouvi várias opiniões e comecei a minha busca. Experimentei vários, mas nenhum se encaixava… Pensei: “Preciso experimentar outros!” e assim fui atrás. Com muita paciência, encontrei um modelo que quando  coloquei no pé, “vestiu como uma luva” e assim, soube que era o tênis para mim!

No dia seguinte fui correr para sentir na prática o que era aquele tênis. Bem, eu estava certa, era mesmo “o tênis”. No começo não sabia explicar tecnicamente quais as características que o tornavam tão especial (para mim, claro!), eu só sabia expressar o que sentia com ele nos pés; leveza e liberdade nos pés como se eu estivesse descalça, movimento mais natural e flexibilidade! Eu sentia todos os movimentos durante as passadas – e era tudo o que queria!

As pessoas falavam (algumas ainda falam): “Tênis assim é para 5 km, 10 km no máximo!”. E corri 21 km, 42 km… Depois passaram a falar: “Você não vai conseguir fazer uma ultramaratona com esse tênis!” E assim, eu corri 651 km!

Com o passar do tempo fui entendendo que o meu tipo de pisada facilita o uso desse tipo de tênis, pois piso mais com a parte medial e frontal dos pés do que com o calcanhar. Assim, utilizo melhor o amortecimento natural de meu corpo, articulações e músculos, flexionando os joelhos, dispensando o tradicional amortecimento dos tênis convencionais. Com isso, não foi necessário um período de adaptação para utilizá-lo.

No mercado, existem várias opções. Como por exemplo, cito a linha Gel Lyte 33 e Gel Hyper Speed, DS Racer, modelos da Asics. Seguem, então, as especificações técnicas. Fonte: Asics.

Tem um conjunto de tecnologias FAST:

F.A.S.T. Drop: redução da altura do drop da parte traseira em relação a dianteira do calçado tornando-o assim mais leve e impulsionando a corrida com maior velocidade;

F.A.S.T. Sole: material de solado distribuído especialmente nas áreas de maior atrito, reduzindo peso e possibilitando maior performance;

F.A.S.T. Heel: construção da clutch heel system mais leve, dando maior conforto aos pés, e reduzindo o peso estrutural;

F.A.S.T. Ride: Solyte com mais firmeza, o que melhora a resposta e permite uma melhor eficiência no ciclo da passada.

O modelo é versátil, ideal para corredores de modalidades diferentes. Ou seja, é perfeito tanto para o asfalto quanto para a pista de atletismo. A atual versão, a sexta, teve uma incrível atualização na redução de peso. Com 42g mais leve (166g masculino e 133g feminino), certamente irá agradar os fãs desse modelo. O cabedal apresenta novo design sem costura, que evita irritação nos pés e foi construído em mesh leve respirável para proporcionar melhor ajuste e conforto no calce.

Enfim, vale dizer que, o fato de eu gostar desse tênis específico não significa que outros modelos e com outras características, sejam ruins; muito pelo contrário. Cada um tem a sua função e é somente uma questão de adaptação. Tênis é algo muito pessoal. O que é bom pra mim, não necessariamente é bom pra você. Por isso a importância de experimentar e tirar suas próprias conclusões. Então, ouça o seu corpo e vamos correr!